Limite do MEI 2026 — Monitor de Faturamento

Informe quanto você já faturou no ano e veja na hora o percentual usado do limite de R$ 81 mil, a folga restante, a projeção para dezembro e o risco de desenquadramento.

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Valores do DAS e limites do MEI vigentes em 2026 — fontes: Receita Federal (Simples Nacional) e Sebrae. Verificado em 18/07/2026.

Soma de tudo o que você recebeu no ano (produtos + serviços), sem descontar custos.

Uso do limite anual (R$ 81.000,00)

0%

Folga até o limite

R$ 81.000,00

Média mensal (7 meses)

R$ 0,00

Projeção para dezembro

R$ 0,00

Dentro do limite. No ritmo atual, sua projeção para dezembro é R$ 0,00 — abaixo do teto. Continue registrando as receitas mês a mês.

A projeção assume que a média mensal se mantém até dezembro. Nada é enviado a servidores — o cálculo roda no seu navegador.

Como funciona o limite do MEI

O regime MEI aceita receita bruta de até R$ 81.000 por ano-calendário — média de R$ 6.750 mensais. Quem abre o CNPJ no meio do ano tem o teto proporcional aos meses restantes (contando o mês de abertura como inteiro). Vale a receita bruta: todo valor recebido por produtos e serviços, sem abater custos, taxas ou impostos. Rendas pessoais fora do CNPJ — salário CLT, aluguel, investimentos — não entram nessa conta.

O monitor acima faz a vigilância que a Receita espera de você: informe o acumulado do ano e o mês de referência, e ele devolve o percentual usado, a folga, a média mensal e a projeção de dezembro — o número que antecipa se o seu ritmo cabe no regime.

Os dois cenários de estouro (e o custo de cada um)

A regra dos 20% define tudo. Excesso de até 20% (faturamento entre R$ 81.000,01 e R$ 97.200): você termina o ano como MEI, paga um DAS complementar sobre o excedente e vira ME no Simples Nacional em 1º de janeiro — transição organizada. Excesso acima de 20% (mais de R$ 97.200): o desenquadramento retroage a janeiro, e todo o faturamento do ano é retributado como ME, com juros e multa sobre a diferença. A diferença entre os dois cenários pode facilmente passar de milhares de reais — por isso a projeção de dezembro importa mais do que o número de hoje.

Estourar o limite não é fracasso — é crescimento

Ultrapassar os R$ 81 mil significa que o negócio cresceu além do regime de entrada. O pulo para ME traz obrigações novas (contador, alíquotas percentuais, declarações), mas também destrava: teto de R$ 4,8 milhões, mais funcionários, atividades vedadas ao MEI e emissão de notas sem os limites do regime. O erro não é crescer — é ser pego de surpresa em novembro. Se a projeção do monitor indicar estouro, procure um contador ainda no meio do ano e escolha entre segurar o faturamento (adiar recebimentos, por exemplo) ou desenquadrar por comunicação voluntária no timing mais barato.

Boas práticas para não perder o controle

  • Registre todo mês: o relatório mensal de receitas brutas é obrigação formal e a sua prova em caso de questionamento — some Pix, cartão, dinheiro e transferências, com ou sem nota emitida;
  • Monitore o acumulado: volte aqui a cada fechamento de mês e observe a projeção de dezembro, não só o total atual;
  • Não fracione receita fora do CNPJ: receber “por fora” para não estourar o limite é sonegação — o cruzamento de dados de maquininhas, Pix e notas ficou automático;
  • Pague o DAS em dia — o boleto fixo continua devido independentemente do faturamento; veja o valor exato na calculadora DAS-MEI;
  • Compare os regimes: se você é dev ou freelancer avaliando CLT vs CNPJ, use a calculadora de salário líquido e o comparador de salários tech para colocar os números lado a lado.

Importante: os valores e regras desta página são estimativas educacionais com base na legislação vigente. O enquadramento oficial é apurado pela Receita Federal com base nas suas declarações — para decisões de desenquadramento e recolhimentos complementares, consulte um contador.

## faq

Perguntas frequentes

Qual é o limite de faturamento do MEI em 2026?

R$ 81.000 por ano — o mesmo teto desde 2018 —, o que equivale a uma média de R$ 6.750 por mês. Para o MEI caminhoneiro, o limite é maior: R$ 251.600 por ano. Existe proposta em tramitação (PLP 186/26) para elevar o teto geral a R$ 110 mil, mas ela ainda não foi aprovada — o limite vigente continua sendo R$ 81 mil.

Abri o MEI no meio do ano. Meu limite é menor?

Sim — no ano de abertura o limite é proporcional: R$ 6.750 multiplicado pelo número de meses entre a abertura e dezembro, contando o mês de abertura como inteiro. Quem abriu em julho, por exemplo, tem limite de R$ 40.500 (6 × R$ 6.750) naquele ano. A partir do ano seguinte, vale o teto cheio de R$ 81.000.

O que acontece se eu ultrapassar o limite em até 20%?

Faturando entre R$ 81.000,01 e R$ 97.200 (até 20% de excesso), você continua como MEI até dezembro e é desenquadrado a partir de 1º de janeiro do ano seguinte, quando passa a ME no Simples Nacional. Sobre o valor excedente, paga-se um DAS complementar com as alíquotas do Simples. É a saída "suave" — dá tempo de se organizar com um contador.

E se eu ultrapassar o limite em mais de 20%?

Acima de R$ 97.200, o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do próprio ano (ou à data de abertura, se for o primeiro ano): todo o faturamento do ano é recalculado com os tributos de ME no Simples Nacional, com juros e multa sobre a diferença. É o cenário caro — se a projeção indicar estouro grande, vale desenquadrar por comunicação voluntária antes.

O que conta como faturamento para o limite?

A receita bruta total: tudo o que o CNPJ recebeu por produtos e serviços, sem descontar custos, taxas de maquininha, impostos ou retiradas. Não entram no cálculo rendimentos pessoais fora do CNPJ (salário CLT, aluguéis, investimentos). O registro é feito no relatório mensal de receitas brutas, que fundamenta a declaração anual (DASN-SIMEI).

MEI pode ter outra renda (CLT, aluguel, investimentos)?

Pode — o limite de R$ 81 mil vale só para a receita do CNPJ MEI. Ter emprego CLT e MEI ao mesmo tempo é permitido (com atenção: quem recebe seguro-desemprego pode ter o benefício travado pelo CNPJ ativo, e servidores públicos federais não podem ser MEI). As rendas se somam apenas na sua declaração de IRPF como pessoa física.

Virei ME: o que muda na prática?

Como ME no Simples Nacional, o imposto deixa de ser fixo e passa a ser um percentual do faturamento (a partir de 4% no comércio e 6% em serviços, pelas tabelas do Simples), com obrigações extras: contador praticamente obrigatório, folha de pagamento formal, declarações mensais. Em troca, o teto salta para R$ 4,8 milhões/ano e você pode ter mais funcionários e atividades.

Como acompanhar o faturamento sem planilha bagunçada?

O mínimo é o relatório mensal de receitas brutas (modelo oficial da Receita), preenchido até o dia 20 do mês seguinte. Na prática, some tudo o que entrou por venda/serviço — inclusive Pix e dinheiro sem nota — e guarde os comprovantes. Este monitor ajuda na visão anual: informe o acumulado e veja a folga e a projeção de dezembro na hora.

## outras ferramentas