## glossário

O que é API?

Uma API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações) é um conjunto de regras que define como dois softwares trocam informação. Ela expõe funcionalidades de um sistema sem revelar como esse sistema foi construído por dentro — é o equivalente digital de um cardápio: você pede o prato pelo nome, sem precisar saber como a cozinha funciona.

Essa separação é o que torna a API valiosa. Quem consome depende apenas do contrato (quais dados enviar, quais dados voltam), não da implementação. O time que mantém a API pode reescrever todo o banco de dados por trás dela e, desde que o contrato continue igual, nada quebra do lado de quem consome.

Como uma API funciona na prática

Na web, a maior parte das APIs trabalha sobre HTTP. O cliente envia uma requisição para um endereço (o endpoint), o servidor processa e devolve uma resposta — quase sempre em JSON. Cada requisição carrega um método que indica a intenção: buscar, criar, atualizar ou remover.

Requisição a uma API pública e resposta em JSON
# pedido: buscar o repositório
curl https://api.github.com/repos/vercel/next.js

# resposta (recortada)
{
  "name": "next.js",
  "stargazers_count": 128400,
  "language": "JavaScript",
  "license": { "spdx_id": "MIT" }
}

Repare que a resposta é estruturada: chaves e valores previsíveis, que qualquer linguagem consegue interpretar. É isso que permite montar um app mobile, um site e um dashboard interno consumindo exatamente a mesma API.

Tipos de API mais comuns

  • REST — o padrão dominante na web. Usa os métodos do HTTP e trata cada recurso como uma URL. Veja o verbete REST API.
  • GraphQL — o cliente descreve exatamente os campos que quer e recebe só isso, numa única requisição. Detalhes em GraphQL.
  • WebSocket — mantém o canal aberto nos dois sentidos, para chat, notificações e dados em tempo real.
  • Webhook — inverte a lógica: em vez de você perguntar, o servidor avisa quando algo acontece. Veja Webhook.
  • SOAP — baseado em XML e contratos rígidos; ainda comum em bancos, seguradoras e sistemas legados.

Autenticação: quem pode chamar

APIs abertas aceitam qualquer requisição, mas a maioria exige identificação. Os mecanismos mais usados são a API key (uma chave enviada no cabeçalho), o OAuth 2.0 (o usuário autoriza um app a agir em seu nome, sem entregar a senha) e o JWT, um token assinado que carrega os dados da sessão. Você pode inspecionar o conteúdo de um token no decodificador de JWT.

Onde as APIs aparecem no dia a dia

Pagar com Pix, ver o mapa dentro de um app de entrega, logar com a conta do Google, receber a confirmação de um pedido por WhatsApp — todos esses fluxos são chamadas de API acontecendo em segundo plano. Para ver isso funcionando de forma concreta, vale ler nossos tutoriais de API do Google Maps, API do Facebook Graph e API do Cowsay.

## faq

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre API e REST API?

API é o conceito geral de interface entre softwares. REST é um estilo arquitetural específico de construir APIs sobre HTTP, usando URLs para representar recursos e métodos como GET e POST para indicar a ação. Toda REST API é uma API, mas nem toda API é REST — GraphQL e SOAP também são APIs.

API é a mesma coisa que backend?

Não. O backend é todo o sistema do lado do servidor: banco de dados, regras de negócio, processamento. A API é apenas a camada exposta desse backend, a porta pela qual outros sistemas conseguem interagir com ele.

O que significa um erro 429 ao chamar uma API?

É o código HTTP de "Too Many Requests": você excedeu o limite de chamadas permitido no período (rate limit). A solução é reduzir a frequência das requisições, aplicar cache local ou implementar espera progressiva entre as tentativas.

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